Cinema 7

Na expectativa de credibilizar este espaço bloguista assumo a humildade de escrever aqui sobre uma temática – o cinema. Tenho graves problemas com os posts que única e exclusivamente fazem copy-paste das opiniões e reflexões expressas por outrem em outros espaços, para esse peditório não dou, no entanto espero contribuir com uma opinião sobre filmes, sobre a 7ª arte e tudo o resto, e começo exactamente por outras coisas, as salas de cinema. E vou falar sobre as condições da 7ª arte, a tal que junta as outras todas, a mistura explosiva de interdisciplinaridade plural, passe qualquer figura de estilo. De cinéfilo tenho pouco (esta observação é reflexo de uma humildade bacoca, consequência obvia de educação judaico-cristã), porque, deliberadamente, não vejo clássicos do cinema, aliás vejo 1 em cada 1000, o que equivale a 10% de 1% de todos os filmes. Penso que o ultimo clássico que vi, um filme fantástico o Jules et Jim dum magico francês, mas mesmo assim não me seduz ver filmes antigos, mesmo sendo obras de arte. De cinéfilo tenho muito (esta observação é reflexo dum umbigo poderoso que surge em mim nas noites ao luar), porque vejo muito cinema na melhor óptica, na óptica do utilizador. Vejo no mínimo um filme por semana no cinema, o ultimo que vi foi o Tsotsi, mas o que quero realmente falar é sobre o cinema num sentido mais técnico/pratico e idílico. Em primeiro, é para mim claro que o filme e o seu espectador são plataformas amplamente dinâmicas, a forma como um filme chega a alguém depende da sua disposição-pré para que algo entre na sua carapaça, daí a importância do estado de espírito, o horizonte mental, e obviamente sala e seu respectivo ambiente. Em segundo a minha sala favorita é sala 1 do Cinema King, a disposição das cadeiras é interessante, o som é imperfeito ( agora com obras ) e, por muitas outras razões mas por uma especial é que vi lá um filme especial com uma não menos especial pessoa, uma especialidade. Em terceiro penso que deveria existir cinemas com disposições diferentes de assentos, com sofás ou com bancos, ou ainda com pufs negros colectivos e imaculadamente limpos, de modo a que o bilhete pudesse ser PUF F , posição baixo. Em terceiro, outra vez, é proibido comer na sala e é obrigatório consumir duas das quatro bebidas disponíveis, o Gin Tónico á Mão Morta, a Agua tão natural como a sua sede, a Cuba Livre à Fidel ou PCC, e finalmente o Vinho Tinto Colheita do Sócio 1998, mas ambas estas referencias seriam brancamente silenciosas. Em quarto pode e deve-se dançar, não tem condição de ser obrigatório, nem se pode fazer uma avaliação das descoordenação do compasso da musica com o movimento subtil da interprete, e podem inclusive dançar os silêncios pretos à César Monteiro. Em ultimo como disse uma vez alguém, entre passar um filme com péssimas condições e definitivamente não passar o filme, - Venha lá o filme! E eu Concordo, mas gostava muito de dançar um Compay Segundo com ELA, estar sentado no puf branco do Berry, beber um Havana Club 12 on rocks, e ver o Buena Vista Social Club.

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