A lingua dá uma lambidela

Nem sei explicar o porque deste titulo que titula os seguintes raciocinios que se esperam ser a titulo de comunicação um mero exercicio de titular um texto sem ambição de ganhar um titulo. De volta aos velhos tempos das elipses semi-opticas.
Por aqui nesta terra estão jogando futebol e obviamente fazendo outras coisas, sol, agua, cerveja são apenas palavras que me ficam na mente. Minto. Amor. Nao mente. Sente.
Gostava de me rir com meus amigos eternos sobre várias expressões da lingua de cá, que é diferente da lingua de lá. Diferenças são como as vaginas. Que tem da-lás ou pelo menos demontra-as. Mas acrescentam...
A primeira expressão que remete a alguma reflexão é uma frase referente ao acto de a mulher transar ( fazer amor no calor ) com o homem – “ Ela deu para ele ”. Convem à priori esclarecer que está frase no outro lado da estória é apenas dita duma forma carnal e branca – “ Ele comeu ela ”. Mas a citação que me merece atenção é a outra. Ela deu para ele. Numa abordagem superficial poderia dizer que isto é consequencia duma sociedade machista em que o elemento feminino tem de servir o elemento masculino, mas em pleno sec. XXI e no Rio de Janeiro o papel da mulher contemporanea está a anos-luz emancipado e felizmente... Afastei entao esse pensamento imundo embora com ressalvas que mais tarde explicarei. Outra opção foi um não-sei-que de bucolico romantismo em que a mulher se entrega totalmente ao homem como prova de seu enorme amor, numa citação actual dum romance classico de Camilo ou Alencar, ela se dava a ser possuída pelo eterno amor dele. Abandonei este raciocinio quando ouvi uma mulher da idade da minha mãe me dizer que se o marido a deixasse ela nao ficava sozinha. Mesmo. A ultima opção e aquela que eu compartilho é que Ela tem o poder, sobre si , sobre ele, sobre a relação, sobre o acto, sobre tudo e sobretudo no terceiro andar do seu saltos altos, com a sua mini-saia, sua bunda rija e poderosa, seu top ambicioso, Ela dá prazer e recebe com a mesma paga. Prazer. Com ou sem língua. Mas quando e como quer. Ela se dá...
A segunda expressão que quero compartilhar é um sinomino de Fellacio, para os mais distraidos é o nosso ligeiramente e marginalmente chamado de broche, o aclamado e ambicionado bóbó, ou em comunicação hard-core o “ Chupa-me” ...corolario dum sonho de adolescente essa expressão é bela.
No brasil o mais comum é chamarem boquete, mas a palavra na expressão oral é mais parecido com o inglês ball + cat, daí a uma evolução fantastica para uma palavra genial é apenas um pequeno passo para a humanidade, então o fellacio no brasil é o famoso Bolagato. A tradução literal duma tradução muito livre. Se analisarmos severamente a evolução da palavra vai-nos parecer quase impossível o novo sinonimo. Escrita, oral, tradução, oral. Mas a lingua é assim....dá lambidelas

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