Van é serviço social

Existem um conjunto variado de transportes publicos, que com a sua natureza e responsabilidade social são por vezes objectos de subsidios estatuais ou municipais. Podemos inclusivé utilizar o famoso passe-social L123, que pelos dias de hoje em Lisboa deve andar pelos 60 euros.

Casos de metro, autocarros, comboios, barcos, mini-bus não são novidade enquanto elementos de transporte colectivos, mas no Rio de Janeiro constatei uma nova realidade destes transportes, a Van. Ou Kombi. O transporte colectivo complementar.

A Van é normalmente uma carrinha Volkswagen Kombi, de cor branca, com capacidade para 10 pessoas mais condutor, que ás vezes tem um cobrador, e a sua principal caracteristica é substituir os autocarros, vulgo Onibus ( está fantastica palavra que é fusão duma empresa de telecomunicações e o Bus americano ).

A Van tem um numero atribuido, ex: 404 – que é o percurso do onibus, é mais barato que o Onibus , pois este custa mais 0,50 reais, e é mais fluente e regular. Funciona por vezes em horarios fora do ambito do Onibus.

As curiosidades são muitas como por exemplo de existiram as Kombis que anunciam o seu trajecto pelo cobrador – um rapaz que grita “ Rio Comprido, Catumbi, Itapiru” e que acrescenta com dinamismo “ galera a van tambem paga luz, agua e gaz” – quando os clientes rareiam. No entanto existem Vans que já tem um sistema de som, com varios botões, em que o condutor carrega e emite o nosso trajecto e destino.

Existem umas em que o condutor e o cobrador se dão ao luxo de discutir com o motorista do onibus que elas se dispoem a substituir porque este nao as deixa passar para a frente e respectivamente lhes tira os clientes.

Existem as legais ( dentro da lei ) e as fora da lei ( ilegais), as primeiras tem um numero fiscal atribuido, são revisionadas, transportam uma gratuidade ( um idoso, deficiente, estudante...), um numero atribuido pela prefeitura e um fenomenal direito de reclamação. As segundas não têem nada disso, mas normalmente o som é muito melhor, ou passa um samba maneiro ou um funk boladão.

Existem uns pontos com umas placas com lugares para estacionamento das Kombis, ou seja,“Transporte Colectivo Complementar 6 vagas”, e existem umas Combis que chegam a pontos onde os outros transportes nao chegam, nos altos morros do Rio. Por exemplo para chegar literalmente à minha casa tenho de apanhar uma Kombi lá em baixo na Rua Itapiru, que pode ter o destino do Morro do Fallet ou Rua do Beco.

Facto apaixonante é saber que as Kombis são dos seus proprios condutores. O individuo poupa e compra uma Van. Descobre um percurso rentavel. E trabalha. Me fez lembrar a propriedade social do Jugoslavos. Lindo!!!!

Nao resisto a escrever que existem muitos casos na zona norte do Rio que são um exemplo riquissimo da ironia capitalista. A empresa de Onibus despediu o condutor da linha xpto, ele recebeu a indeminização, comprou uma Van, e agora faz o trajecto xpto com a maquina dele. Mesma coisa, mas ganha mais e trabalha menos!

Simplesmente divinal.

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