Tal como os miúdos...


Discussão do OE 2008
As perguntas que ficaram por responder

O discurso foi circular do início ao fim, mas houve dossiers em que o incómodo do primeiro-ministro foi mais visível. José Sócrates não quis perder muito tempo com a polémica da Estradas de Portugal (EP). E até precisou que o ministro das Finanças lhe passasse uma cábula sobre o assunto que não foi suficiente. Acabou por rapidamente remeter a resposta para Teixeira dos Santos.

“Concessiona a rede rodoviária nacional durante quase 100 anos [à Brisa]. Com que direito se comporta como um novo rico que resolve desbaratar a prata da família?” perguntou Jerónimo de Sousa, líder do Partido Comunista Português (PCP). Sócrates optou por fugir à resposta: “Então o senhor deputado não tem uma palavra que fosse para o complemento solidário para idosos?” Foi aqui que o primeiro-ministro acabou por recorrer às notas de Teixeira dos Santos, para garantir: “Está tudo orçamentado. A EP mudou de natureza, mas continua a ser uma empresa pública”.

Não satisfeito com a resposta, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, voltou à carga. “A resolução do Conselho de Ministros prevê a concessão até 31 de Dezembro de 2099. Neste dia o primeiro-ministro vai ter 140 anos e Vasco de Mello [presidente da Brisa] 160. Acha razoável decidir por 100 anos?”, questionou Louçã.

Mais uma resposta pouco conclusiva de José Sócrates, que insiste que estipular “até 99 anos” de concessão não significa “fixar um prazo”.

Imagem daqui e artigo daqui

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