em nome da verdade desportiva

Quando o Benfica não ganha, a reacção avança um passo


"Valentim Loureiro, presidente da Liga de clubes, entidade que preside à organização do Campeonato, estando acusado de duas dezenas de crimes de corrupção, solicitou, no Tribunal de Gondomar a nulidade do processo do Apito Dourado, invocando, segundo O Jogo, «a ilegalidade de uma acusação baseada no relato exaustivo de escutas telefónicas e considerando que a transcrição de longos excertos das suas conversas é absolutamente desnecessária e inútil ao bom desempenho de uma acção penal».
Conclusão: a lei é ilegal no futebol. E sempre que o Benfica não ganha, a reacção avança um passo. E quando perde, avança dois.
A sucessão de decisões prejudiciais ao Benfica na corrente temporada será, talvez, uma reacção corporativa em defesa das posições do «sindicato» dos bons velhos tempos.

No rescaldo das arbitragens de Paulo Costa, na Amadora, e de Carlos Xistra, na Luz, José Veiga voltou a acusar Luís Guilherme, Pinto da Costa e Valentim Loureiro de conspiração para tramar o Benfica. E, de novo, a célebre reunião na Liga de clubes, entre os dois primeiros, patrocinada pelo terceiro, veio à baila.

A questão fulcral pela qual vale a pena ir à luta para que nada fique na mesma é esta: o futebol profissional, a Liga e a Liga de Honra, os clubes, os dirigentes, o público pagante, não se podem sentir confortáveis sendo representados no topo hierárquico do órgão de cúpula por uma pessoa acusada de crimes de corrupção.

Os clubes que clamam por transparência de processos deviam ter procedido à substituição do presidente da Liga no dia em que foi formalmente acusado pelo Ministério Público. E se é verdade que Luís Guilherme foi uma escolha pessoal de Valentim Loureiro, deveria ter saído também no mesmo dia.

O Benfica foi ontem eliminado da Taça de Portugal pelo Vitória de Guimarães. O resultado foi escasso, 1 - 0 , mas suficiente. O golo, aos 21 minutos da primeira parte foi marcado por Dário, que recebeu a bola, nas melhores condições, e desfeiteou Quim. Quando uma bola é passada com o braço, como foi o caso — e, no caso, o braço de Flávio Meireles — é bem mais fácil dar-lhe o rumo certo. Foi o que aconteceu.
A revolta do «sindicato» contra o Glorioso conheceu ontem mais um episódio.
Adeus Taça, com um golo à andebol. Mais um passo em frente da reacção."

Ler o artigo completo em:
Jornal a Bola – Rubrica Contra a Corrente - Leonor Pinhão

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