Só???


Quase dois milhões de pessoas vivem à beira da pobreza


Quase 20% da população vive no limiar da pobreza, ou seja, existem quase dois milhões a ganhar cerca de 4.575 de euros por ano. São 381 euros mensais.

Quase 20% da população portuguesa vive no limiar da pobreza, ou seja, existem quase dois milhões de pessoas a ganhar em média cerca de 4.575 de euros por ano (cerca de 381 euros mensais).

Este valor pressupõe que essas pessoas apenas têm rendimentos monetários – salários, remunerações de trabalho por conta própria, pensões ou outras transferências sociais. Caso se incluam os rendimentos não monetários, como o auto-consumo, a casa própria (não hipotecada ao banco) e os recebimentos e salários em géneros, o grau de pobreza nacional cai ligeiramente para cerca de 16% da população. Ainda assim significa que se encontram nessa situação limite quase 1,7 milhões de portugueses.

O INE, que ontem divulgou os dados, sublinha que “os rendimentos não monetários desempenham claramente um papel ‘equalizador’ e de atenuação do fenómeno da pobreza e da exclusão social”. Esta parcela do rendimento ganhou importância face ao inquérito de 2000: era 13,5% do total, actualmente representa quase 20%.

De acordo com as estatísticas oficiais, a população pobre – pessoas que ganham 60% ou menos do rendimento mediano anual por adulto equivalente – voltou a aumentar entre o inquérito relativo a 2005 e o ontem publicado, referente a 2005/2006. O rácio que mede esse “risco de pobreza” piorou de 18% para 19% da população total. Em todo o caso, mostra o INE, a desigualdade entre ricos e pobres, medida pelo índice de Gini, reduziu-se ligeiramente no período em análise.

Os habitantes das regiões rurais e as famílias com mais filhos são os segmentos da população mais expostos à pobreza. O rendimento médio no Alentejo era, em 2005/2006, o que estava mais distante da média nacional: cada família alentejana ganhava apenas 80% da média nacional, ou seja, 14.067 euros anuais ou 5.760 ‘per capita’. O rendimento médio da região de Lisboa era 24% superior à média nacional.

O INE conclui ainda que existe uma “maior precariedade dos rendimentos nas famílias numerosas e com crianças”. O rendimento médio por indivíduo dos agregados familiares com crianças ou jovens dependentes era 83% do rendimento disponível ‘per capita’ do conjunto da população (8.790 euros).


Artigo daqui e imagem daqui

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